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Timor-Leste: BNU teve maior quota de mercado nos depósitos no país em 2019

Banco Nacional Ultramarino (BNU), sucursal da Caixa Geral de Depósitos, foi no ano passado a entidade bancária em Timor-Leste com maior valor de depósitos de clientes, ao ter alcançado uma quota de 37% do mercado, e a terceira a nível de empréstimos. 

Os balanços consolidados das cinco entidades bancárias que operam no país indicam que no final de 2019 este banco português, que opera em vários países e especialmente nas antigas colónias portuguesas, tem em depósitos de clientes cerca de 388,31 milhões de dólares (357,52 milhões de euros), mais 85 milhões de dólares (78 milhões de euros) do que no final de 2018. 

Já o banco indonésio Mandiri, que tinha a segunda maior carteira de depósitos, baixou de 376,2 milhões de dólares (347,2 milhões de euros) para 340,88 milhões de dólares (358,37 milhões de euros) no ano passado, seguindo-se o australiano ANZ, que apenas opera no mercado empresarial, onde o total de depósitos caiu de 183,88 para 149,5 milhões de dólares (de 169,7 para 137,97 milhões de euros). 

Segue-se o Banco Nacional de Comércio de Timor-Leste (BNCTL), que aumentou ligeiramente o total de depósitos para 125,6 milhões de dólares (115,91 milhões de euros), e o indonésio Banco da Reserva da Índia (BRI), que viu aumentar os depósitos de 26,79 para 33,69 milhões de dólares (de 24,72 para 31,1 milhões de euros). 

Esta situação inverte-se praticamente no caso dos créditos, com o BNCTL a ter o maior volume, uma vez que passou de 82 para 89,2 milhões de dólares (75,65 para 82,3 milhões de euros), e o BRI, que cresceu de 26,79 para 33,69 milhões de dólares (24,6 para 31,08 milhões de euros). 

Segundo os dadoso BNU é a única instituição financeira com valores significativos de provisões para esses créditos, com cerca de 12 milhões de dólares (11 milhões de euros) aprovisionados, um terço da sua carteira. As provisões deste banco representam 74% de todas as provisões do sistema financeiro timorense, com todas as outras entidades a terem provisões residuais e o Mandiri a não manter qualquer valor aprovisionado.

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