Timor-Leste: Jornalista Virgílio Guterres candidata-se à Presidência da República

O jornalista timorense Virgílio Guterres anunciou, em entrevista à “Lusa”, que vai candidatar-se ao cargo de Presidente da República. Isto porque considera que o país necessita de comunicação, além de recuperar o espírito de solidariedade do passado. 

“Desde pelo menos 2017 que tem faltado a comunicação. Um Presidente mais comunicativo, com todas as forças do país, é importante. Especialmente porque nos temos concentrado demais na liberdade e na igualdade e esquecemos a fraternidade, a irmandade, a solidariedade, que caracterizaram a nossa luta”, afirmou o atual presidente do Conselho de Imprensa. 

“Aos nossos líderes falta comunicação entre si e com o povo. Temos de reconhecer que se vão cometendo erros. Mas também que só cometendo erros desde 1975 é que chegámos à independência”, acrescentou. 

O também ativista político timorense salientou que vai candidatar-se às presidenciais com sentido de “responsabilidade, sacrifício e abnegação”, e pretende que a sua decisão seja igualmente uma “chamada para a responsabilização política” à sua geração. 

“Xanana Gusmão dizia que a luta é a arte de conviver com o inimigo. E governar deve ser outra arte, de conviver com os adversários, de aceitar discordância, de ter tolerância entre as partes. A discordância não é o fim do respeito, não pode servir para trincheiras”, observou. 

“As posições políticas são mais espaços para se autoproclamarem, de parte a parte – sou o tal, faço mais que outro – e não são espaços para o compromisso político de servir o povo. A preocupação com essa situação é que me motiva”, esclareceu. 

A data do sufrágio vai ser divulgada ainda neste mês de janeiro pelo Presidente da República, Francisco Guterres Lu-Olo. Os candidatos têm de formalizar a candidatura no Tribunal de Recurso, devendo obter, pelo menos, cinco mil assinaturas.

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