Timor Leste

Timor-Leste: Mais de 16% das crianças timorenses são usadas para trabalho infantil

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Quase 68 mil crianças timorenses com idades entre os cinco e os 17 anos, o que representa 16,1% do total em Timor-Leste, encontram-se “economicamente ativas” nas zonas rurais e urbanas do país, de acordo com um estudo partilhado nesta segunda-feira, 07 de outubro.

O documento refere que a maioria das crianças realiza trabalhos perigosos, sendo os baixos rendimentos familiares a principal motivação para a produção infantil. Quase 17% das crianças não frequentam a escola, também segundo o Inquérito sobre o Trabalho Infantil em Timor-Leste em 2016, primeiro do tipo no país, que foi lançado em paralelo à publicação de um míni inquérito sobre a Força Laboral nacional, num encontro que decorreu no auditório do Ministério das Finanças, em Díli.

A análise dos dados esteve a cargo de uma equipa da Direção Geral de Estatística do Ministério das Finanças de Timor-Leste e da Secretaria de Estado da Formação Profissional e do Emprego, com apoio técnico da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O documento indica igualmente que cerca de 43 mil crianças nunca foram à escola, com crianças nas zonas rurais a serem quatro vezes mais suscetíveis ao envolvimento no trabalho do que as crianças nas zonas urbanas.

Para a ministra interina das Finanças, Sara Brites, o estudo sobre o trabalho infantil “é um instrumento significativo para a implementação de programas e iniciativas governamentais mais mensuráveis”, ajudando a implementar “melhorias sustentáveis no futuro”.

A governante acrescentou que a percentagem de crianças em trabalho infantil é maior no grupo entre os 13 e os 14 anos, alcançando quase 21%, e que uma população infantil que não frequenta a escola condiciona o futuro do próprio país.

O estudo baseia-se em famílias localizadas em mais de 1.700 lares nos 13 municípios de Timor-Leste e permite estabelecer dados comparativos entre 2010 e 2016, mostrando que nesse período a taxa de participação da força de trabalho aumentou de 24 para 46,9%.

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