Timor-Leste: Mulheres queixam-se de tráfico humano e escravatura no Dubai

Sete jovens mulheres timorenses queixam-se de ser vítimas de tráfico humano e de trabalho forçado no Dubai, cidade dos Emirados Árabes Unidos

A “Tatoli” avança que as vítimas, que preferem manter-se no anonimato, partilharam ainda que a entidade empregadora confiscou-lhes os documentos e que as obriga a trabalhar sem contrato de trabalho e sem condições. Estas informações têm sido passadas pelas mulheres a familiares, através dos seus telemóveis, que conseguiram esconder para que não lhes fossem tirados. 

Uma das alegadas vítimas terá enviado uma mensagem à “Tatoli” através do WhatsApp, para relatar a situação. “Cheguei [ao Dubai] em abril deste ano para trabalhar num salão de beleza. As minhas amigas trabalham em locais diferentes e distantes do meu. Assim que chegámos ao país não nos deram um contrato para assinar e apenas nos indicaram o local e o horário de trabalho”, escreveu. 

Segundo outra mulher, por cada cinco mil clientes atendidos no salão recebem 200 dirhams, o que equivale a 54,45 dólares americanos. “Se não conseguirmos atender o número de clientes que eles exigem, não nos pagam. Os nossos passaportes foram confiscados e os vistos turísticos já estão caducados”, relatou. 

As jovens dizem que foram contratadas para trabalhar e estudar na cidade. “Antes de virmos para cá disseram-nos que de manhã trabalhávamos e à noite estudávamos. Mas a realidade não é assim. Os nossos documentos foram confiscados, o alojamento não tem condições e nós é que temos de comprar tudo”, cita a publicação.

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