Timor Leste

Timor-Leste: Novo Presidente da RAEOA destaca prioridades de mandato

O novo Presidente da Região Administrativa Especial de Oecusse-Ambeno (RAEOA), José Luis Guterres, tomou posse nesta quarta-feira, 13 de novembro, numa cerimónia no Palácio do Governo, em Díli.

O governante aproveitou a ocasião para destacar as prioridades do seu mandato, entre as quais melhorar o rendimento das populações locais, atrair investimento nacional e externo e promover o turismo, além de ter afirmado querer “resolver as questões básicas da vida da população, como a água, o saneamento, a habitação, a saúde e a rede escolar”.

“É importante para a nação e para o povo de Oecusse continuar com o desenvolvimento já iniciado e mais importante ainda é fazer crescer o rendimento das famílias rurais em todo o território de Oecusse”, afirmou.

Entre outras prioridades, realçou também que pretende dar “ênfase à produção agropecuária e às pescas, ao desenvolvimento da indústria e à criação de condições para o turismo para que o povo possa obter benefícios imediatos”, comprometendo-se igualmente a trabalhar “com o Governo Central no sentido de atrair investidores nacionais e internacionais para Oecusse de modo a criar emprego e rendimento para a população”.

O primeiro-ministro timorense, Taur Matan Ruak, que empossou Guterres, agradeceu ao presidente interino, Arsénio Bano, por ter dirigido a região após o fim do mandato do anterior responsável, Mari Alkatiri, a 31 de julho.

Matan Ruak declarou que espera que Guterres “dê continuidade ao trabalho realizado anteriormente, que melhore o que foi feito e que mude o que não estiver bem”, para assim “responder às aspirações e necessidades da população de Oecusse”.

A proposta de Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2020, atualmente a ser debatida no Parlamento Nacional, prevê cerca de 26 milhões de dólares (23 milhões de euros) para a RAEOA, um valor muito abaixo dos 76 milhões (69 milhões de euros) orçamentados para 2019. Esta descida de quase 50 milhões (45 milhões de euros) deve-se principalmente ao facto de não ser destinado no próximo ano qualquer fundo para capital de desenvolvimento, com valores idênticos nas restantes rubricas orçamentais.

A região prevê receitas de cerca de 1,45 milhões de dólares em 2020, de acordo com a proposta de OGE.

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