Timor-Leste: Presidente pede plano para concretização de negócios no enclave de Oecusse

O Presidente da República de Timor-Leste, Francisco Guterres Lu-Olo, pediu um plano estratégico para a concretização de negócios, incluindo no setor do turismo, de forma a viabilizar os investimentos no enclave de Oecusse-Ambeno e o novo aeroporto internacional, inaugurado esta terça-feira, 18 de junho.

“A Autoridade da RAEOA [Região Administrativa Especial de Oecusse-Ambeno] demonstrou já que é capaz, e o Presidente da República espera ver um plano estratégico para a realização de negócios e turismo de modo a viabilizar este investimento de quase 120 milhões de dólares [107.070.000 de euros], obter retorno e colocar Timor-Leste num patamar internacionalmente reconhecido”, afirmou o governante timorense.

As declarações foram feitas durante a cerimónia de inauguração do Aeroporto Internacional de Oecusse-Ambeno “Rota do Sândalo”, em Pante Macassar, no dia em que se cumpriram cinco anos da criação da RAEOA. “Temos já um aeroporto que cumpre os padrões internacionais de qualidade. Agora é necessário criar, com brevidade, uma unidade responsável pelo desenvolvimento das políticas relacionadas com a aviação civil e as metas a atingir, incluindo o quadro jurídico e o plano de desenvolvimento”, acrescentou.

Para Lu-Olo, “o transporte aéreo abre caminho ao crescimento e desenvolvimento económicos” e o aeroporto “facilitará a integração do enclave na economia regional e internacional”. O Chefe de Estado relembrou que Oecusse é o “berço do país”, tendo sido no mesmo que chegou o primeiro português, o dominicano António Taveira, há mais de 500 anos, dando início à evangelização que se espalhou por todo o território.

Além do presidente do Parlamento, Arão Noé Amaral, do presidente do Tribunal de Recurso, Deolindo dos Santos, de membros do Governo e de deputados, estiveram presentes nas cerimónias o ex-Presidente José Ramos-Horta e o governador da província Sonda Oriental, Viktor Laiskodat.

O Presidente salientou que importa agora “capitalizar no investimento para evitar desperdício”, cabendo ao setor privado fortalecer o seu papel na região. “Olhando para este laboratório que é a RAEOA/ZEESM, vê-se não só um farol para o futuro de Timor-Leste, como bem registou o presidente da Autoridade, Mari Alkatiri, mas também um modelo exemplar a implementar noutros municípios do nosso país”, realçou.

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