Timor Leste

Timor-Leste: Primeiro-ministro afirma que coligação do Governo “já não existe”

Taur Matan Ruak

O primeiro-ministro timorense, Taur Matan Ruak, afirmou que a coligação do Governo, a Aliança de Mudança para o Progresso (AMP), “já não existe” após o chumbo do seu maior partido à proposta do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2020. 

“O público acompanhou na sexta-feira o debate e o chumbo. A AMP já não existe. Agora há a necessidade de ultrapassar a situação”, disse aos jornalistas no Palácio Presidencial em Díli, capital de Timor-Leste, depois de um encontro extraordinário com o Presidente da República, Francisco Guterres Lu-Olo, durante o qual informou sobre a “situação” na sequência do chumbo na passada sexta-feira, 17 de janeiro, pelo Parlamento, da nova proposta de OGE para este ano. 

“Eu como primeiro-ministro estou à disposição do senhor Presidente da República e continuarei pronto para colaborar com qualquer decisão do senhor Presidente”, acrescentou. 

Foi no terceiro e último dia do debate na generalidade do referido documento que os deputados do Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), maior partido da AMP, decidiram abster-se ou votar contra o diploma, o que levou ao chumbo da proposta revista. Além do CNRT, a AMP integra o Partido Libertação Popular (PLP) de Taur Matan Ruak e o Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO). 

Recorde-se que o governante teve que retirar a primeira proposta de OGE para 2020 em dezembro do ano passado, devido à contestação de todas as bancadas, inclusive as do Governo.

“A AMP tinha um compromisso, assente em 3 questões: o programa do Governo tinha que passar, os 3 partidos da aliança tinham que votar juntos. Segundo, que orçamento tinha que passar e que leis estruturantes tinham que ser aprovadas”, enumerou Matan Ruak, ajuntando que “o orçamento não passou e o CNRT votou contra”. 

Para o político, esse é um sinal de que a AMP “não existe”, tendo o próprio pedido “desculpa à liderança do CNRT, PLP e KHUNTO e militantes e simpatizantes”, salientando que trabalhou “para que isto não acontecesse, mas infelizmente os deputados do CNRT votaram contra”. 

No entanto, quando questionado pelos jornalistas, o chefe do Governo respondeu que não considera o voto “traição” e que o CNRT justificou a sua posição com o facto de o chefe de Estado ainda não ter dado posse a uma dezena de membros do executivo (maioria daquele partido) e com críticas ao sistema do Governo. A responsabilidade, frisou, é agora “dos deputados do CNRT no Parlamento Nacional”.

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