Timor Leste

Timor-Leste tem falta de meios para combater a criminalidade económica

Os responsáveis do setor judicial e policial de Timor-Leste defenderam nesta quarta-feira, 04 de dezembro, um reforço das capacidades técnicas e humanas das estruturas nacionais para que sejam melhorados os esforços de combate à criminalidade económica e financeira.

“Esta forma de criminalidade e os novos desafios que coloca à sociedade obrigam a permanente atualização de estruturas policiais e judiciais, com meios técnicos e humanos para recolha, tratamento e análise de informação que é sangue que irriga e alimenta a investigação criminal”, afirmou o comissário da Comissão Anti-Corrupção (CAC), Sérgio Hornai, durante uma conferência sobre o tema.

Para Hornai, a criminalidade económica “constitui uma séria ameaça interna e externa, e um risco grave para economias e sociedades dos países em desenvolvimento, como é o caso de Timor-Leste”.

O comissário foi um dos responsáveis do país que participaram na abertura em Díli, capital timorense, de uma conferência internacional sobre criminalidade económica e financeira. De acordo com os organizadores do evento, este tem como objetivo debater e trocar experiências sobre os desafios desta matéria em Timor-Leste.

Vai ser entre esta quarta e sexta-feira que participantes de Portugal e de Timor-Leste, entre outros, vão analisar várias vertentes da criminalidade económica e financeira, numa ação inserida na “Parceria para a melhoria da prestação de serviços através do reforço da Gestão e Supervisão das Finanças Públicas em Timor-Leste” (PFMO).

De acordo com a diretora-geral do Ministério da Justiça, Marcelina Tilman, tem havido esforços contínuos do Governo em melhorar o funcionamento do setor judicial, respondendo de forma empenhada e persistente aos desafios que continuam a surgir. No entanto, tal necessita de um “quadro legislativo moderno, coerente e eficaz”, bem como a “capacitação profissional dos agentes da Justiça”.

“O crime económico e financeiro será tanto mais apetecível quanto mais fracas e ineficazes forem as formas do Estado encontrar para a prevenir, combater e sancionar”, alertou, salientando o apoio que tem sido dado por Portugal e pela União Europeia nesta matéria.

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