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Acordo de livre comércio de África vai ser implementado depois da ratificação da Gâmbia

A Gâmbia tornou-se o 22º país africano a ratificar o acordo da Área de Livre Comércio Continental Africano (AfCFTA), o que significa que o projeto agora tem o número mínimo de ratificações necessárias para entrar em vigor.

O bloco comercial, que abrange 49 países com um PIB combinado de 3 triliões de dólares, facilitará o comércio inter-regional, impulsionará o crescimento e ajudará a aliviar a pobreza, alegam os seus defensores.

A notícia foi twittada pelo Comissário da União Africana para o Comércio e Indústria, Albert Muchanga: “Boas notícias! O Parlamento da Gâmbia APROVOU a ratificação do Acordo #AfCFTA, fazendo-nos atingir o limite mínimo. O mercado AfCFTA está a nascer e está a um passo para o lançamento da sua fase operacional em julho deste ano.”

O acordo, assinado por 49 dos 55 países da União Africana em março do ano passado, vai evitar uma série de regulamentações e tarifas comerciais que tornam o comércio intra-africano caro, demorado e pesado. O projeto visa aumentar o comércio intra-africano em 52% até ao ano 2022 e remover as tarifas de 90% dos produtos.

A sua promoção da livre circulação de mercadorias, pessoas e serviços em todo o continente também deve favorecer as PME, que representam 80% do emprego em África e 50% do seu PIB, de acordo com o Banco Mundial.

No entanto, os céticos apontaram para os desafios iminentes de unir os países com o maior nível de disparidade de rendimento entre eles, no mesmo bloco comercial.

A moção foi apresentada ao parlamento da Gâmbia por Lamin Jobe, ministro do Comércio da Gâmbia, que destacou os benefícios comerciais de uma integração regional mais profunda.

“Este documento servirá definitivamente como um ponto de partida para melhorar a livre circulação de pessoas, bens e serviços. Ao aderir, há muitas vantagens que podemos obter com a implementação deste acordo”, disse Jobe.

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