Acordo entre o Ruanda e Mali facilita atividade das companhias aéreas em África

O comércio e o turismo entre o Ruanda e o Mali podem vir a beneficiar de um novo impulso após um novo Acordo de Serviço Aéreo bilateral assinado esta segunda-feira na capital ruandesa, Kigali. Ambos os países concordaram em abrir seu espaço aéreo permitindo que as operadoras nacionais possam agir sem restrições.

Segundo o acordo, todas as operações de serviços aéreos serão realizadas no âmbito do quinto acordo de liberdade, o que significa que uma companhia aérea poderá de transportar passageiros de um país para outro e deste país para um país terceiro.

O acordo prevê que as companhias aéreas das duas partes podem operar com frequências ilimitadas por semana para ambos os serviços de passageiros e carga. Deste modo, a RwandAir pode agora voar para Bamako no Mali sem qualquer limitação, explicou Alexis Nzahabwanimana, ministro de Estado para os Transportes,  após a cerimónia de assinatura do acordo em Kigali.

Segundo Nzahabwanimana, o acordo não só aumentará as ligações entre os dois países, mas também reduzirá o custo do transporte de Kigali para Bamako. De acordo com o governante, o acordo reanima a decisão de Yamoussoukro, assinado em 2000 por 44 países, que se comprometeram a abrir o espaço aéreo africano e facilitar a atividade da aviação comercial no continente.

Mas, apesar do compromisso, os países enfrentam dificuldades para integrar este acordo na sua própria legislação interna, o que tem paralisado o processo, penalizando as companhias aéreas africanas, incluindo RwandAir.

Para Traoré Seynabou Diop, ministro de Transportes do Mali, o acordo é uma manifestação dos fortes laços bilaterais entre os dois países e que resultará em acréscimo de receitas do turismo e da exportação para ambos os Estados.

John Mirenge, director da RwandAir, referiu que o acordo é oportuno e estimulará os esforços da companhia aérea para se expandir em todo o continente. Segundo Mirenge, Bamako é um destino estratégico que irá projetar a RwandAir a mais mercados na África Ocidental, incluindo Conakry na Guiné e Dakar, no Senegal.

A transportadora nacional ruandesa iniciará brevemente vôos comerciais para Harare no Zimbábue, Lilongwe no Malawi, Londres, Reino Unido e Nova Iorque nos EUA.

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