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Burundi: Crise política e resistência à mediação internacional

O Burundi encontra-se mergulhado numa profunda crise política desde a candidatura de Pierre Nkurunziza para um terceiro mandato, em Abril de 2015. A oposição, a sociedade civil e parte do seu próprio governo consideram esta decisão contrária à Constituição e ao Acordo de Arusha, que permitiu o fim da guerra civil (1993-2006).

Com base no mesmo acordo, Edouard Nshimirimana, um antigo oficial superior do Exército, anunciou a criação das Forças Republicanas do Burundi, um grupo armado cujo objectivo é destituir o Presidente Pierre Nkurunziza, regressar à democracia.

A deterioração da situação política e militar, fundamentalmente em Bujumbura, suscitou a pronta reação de vários organismos internacionais, incluindo a Organização das Nações Unidas. As organizações temem que a violência despolete uma guerra civil e conflitos étnicos.

A União Africana (UA) manifestou a intenção de enviar uma força de paz para o Burundi, mas o Presidente Pierre Nkurunziza diz que o seu país tem forças suficientes para conter a violência que já causou centenas de mortos.

Segundo a Constituição do Burundi, as forças estrangeiras só podem intervir se os intervenientes pedirem ajuda, ou se não houver um governo legítimo. Nkurunziza lançou o aviso de que qualquer violação a estes principios serão considerados ‘um ataque ao país e que todos os cidadãos se revoltarão contra essa intervenção’.

As intenções da UA também foram criticadas por outros membros do governo que alegam a violação da soberania do país.

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