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China tenta relativizar dimensão da dívida africana

O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, em visita oficial pelo continente africano, e na primeira paragem na Etiópia, tentou relativizar a preocupação de África com a sua divida financeira acumulada com a China.

“Em geral”, disse Wang Yi, numa forma de moderar a onda de preocupação no continente, “a dívida em África é um problema de longa data. Um fato da história. Não foi causado pela China”.

Na realidade, a China está a investir cada vez mais em infra-estrutura, o equivalente a centenas de milhares de milhões de dólares e o país asiático é acusado de estrangular financeiramente alguns países incapazes de pagar o que devem.

Recentemente, um dos consultores norte-americanos de Donald Trump denunciou mesmo o “comportamento predatório”, dos empréstimos concedidos pelos chineses que teriam até mesmo em sua opinião os estados africanos “como reféns”.

Citado pela RFI, o chefe da diplomacia chinesa, recebido em Addis Abeba pelo seu homólogo etíope declarou que “Sabemos que, em termos de financiamento, alguns países encontraram dificuldades. A China atribui grande importância a isso, como um bom amigo e irmão da África”, concluindo que “Estamos sempre prontos para fazer um gesto quando os países africanos precisam”.

Wang Yi deverrá visitar a Gâmbia, Senegal e Burkina Faso, onde supostamente fará o mesmo discurso.

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