Corpo de Etienne Tshisekedi está há um mês em Bruxelas à espera para ser enterrado em Kinshasa

Um mês depois de ser anunciada oficialmente a morte do carismático líder da oposição congolesa, os restos mortais de Etienne Tshisekedi continuam a aguardar em Bruxelas para ser enterrado na República Democrática do Congo (RDC).

Se Etienne Tshisekedi fosse vivo, já tinha perdido a paciência. Depois de todas as cerimónias em Bruxelas, e “as visitas terem terminado”, os restos mortais de Tshisekedi não conseguem regressar à RDC.

O regresso do defunto Tshisekedi não para de gerar polémica. Um imbróglio que gira em torno do nome que irá organizar as exéquias do antigo líder da oposição no país. A oposição quer que seja o seu filho, Felix Tshisekedi, cujo nome foi proposto para o cargo de primeiro-ministro no quadro do Acordo de São Silvestre. Porém, o Acordo ainda não está a ser aplicado e o presidente da comissão de supervisão da aplicação do mesmo Acordo era precisamente o agora defunto Tshisekedi.

Por outro lado a oposição, congolesa também quer evitar que a Maioria Presidencial, tente capitalizar as exéquias a seu favor. A oposição exige que Tshisekedi seja colocado num imenso Mausoléu com 500 m2 no cemitério de Gombe em Kinshasa. Outra fação da oposição defende que o líder defunto deveria ser enterrado no bairro de Limete, onde viveu e onde está a sede do seu partido a UDPS, sugestões que não agradam à Maioria Presidencial.

A complicar a situação, Moise Katumbi, candidato à presidência contra a Maioria Presidencial, já declarou que pretendia regressar a Kinshasa com o corpo de Etienne Tshisekedi.

Para desbloquear este imbróglio post mortem, as autoridades belgas já se dispuseram a expatriar o corpo congelado de Etienne Tshisekedi às custas dos contribuintes belgas. Mas nenhuma resposta clara chegou de Kinshasa.

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