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Crise dos migrantes dominou a V Cimeira da União Africana / União Europeia

Encerra esta quinta-feira a V Cimeira da União Africana (UA) / União Europeia (UE), que deveria ter centrado os seus trabalhos na questão da juventude. No entanto, as revelações da venda de migrantes na Líbia como escravos, levou os 83 chefes de Estado e de Governo a concentrarem os debates na crise migratória e suas consequências.

Coletivamente, os países e organizações presentes na Cimeira, condenaram os atos divulgados de venda de migrantes como escravos, qualificado por alguns como “um crime contra a humanidade”, e que as autoridades líbias garantiram terem aberto um inquérito.

Apesar das garantias líbias, um “task force” UA-UE-ONU deverá ser criado a fim de “apoiar” as autoridades líbias no combate ao fenómeno da emigração clandestina, mas também para combater as redes de traficantes e organizações criminosas.

Moussa Faki Mahamat, presidente da comissão da União Africa, precisou que esta “força” não pode ser interpretada como “uma intervenção militar”, contrariando assim a sugestão do presidente francês, Emmanuel Macro, que referiu explicitamente uma “iniciativa policial e militar”.

A crise dos migrantes acabou por lançar para segundo plano os outros temas. Mesmo assim foi abordado o desenvolvimento de uma nova parceria África Europa, que deve ter em conta a nova paisagem política do continente africano e das suas organizações, como sublinhou Alpha Condé, presidente da UA. No entanto não ficou estabelecido um plano global nem uma estratégia comum para esta parceria.

A questão da juventude acabou por ser oficiosamente adiada para fevereiro de 2018, quando terá lugar a Conferência de financiamento da Parceria mundial para educação na capital senegalesa, Dakar.

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