África Subsaariana

Editores sudaneses enfrentam pena de morte por ‘”incitar Primavera Árabe”

Dois editores sudaneses enfrentam a pena de morte sobre as acusações de estarem a “incitar uma primavera árabe” e de introduzirem políticas editoriais anti-governamentais nos seus jornais.

Osman Ahmed Yousef Marghani e El Tay foram detidos pelos serviços de inteligência nos seus escritórios na última quinta-feira. A sentença será dada esta semana.

Marghani, editor-chefe do jornal El Tayar, disse que o seu jornal é um bode expiatório para a crítica generalizada do governo. “Fomos detidos por agentes de segurança e levados em carros dos nossos escritórios, e eles acusam-nos de incitar as pessoas contra o regime”, declarou.

O Sudão apreende outro jornal diário, fazendo de 2015 o pior ano para os média do país. “Eu acho que o presidente está muito irritado com a nossa cobertura jornalística sobre o orçamento do próximo ano, e a nossa crítica ao ministro das Finanças. Assim, o nosso jornal é o bode expiatório”.  Os dois homens são acusados ​​de abusar dos seus cargos como jornalistas, publicar notícias falsas e minar o sistema constitucional, um crime punível com a morte no Sudão.

A Rede de Jornalistas sudaneses condenou as detenções, exortando todos os jornalistas para “contrariar o ataque do presidente e da sua agência de inteligência”. Marghani e El Tay estão a ser acusados no âmbito de dois artigos do código penal, sob a lei islâmica Charia.

Faisal Mohammed Salih, um jornalista e ativista dos direitos humanos, diz que o código esta em conflito com a Constituição, que garante o direito à “liberdade de expressão”. “O governo está a enfrentar um verdadeiro desafio desta vez, e vamos ver se eles vão respeitar as suas próprias leis e Constituição, ou não”, declarou.

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