África Subsaariana

Espanha reforçará presença policial no Senegal para conter a migração ilegal

Refugiados migrantes num barco

Espanha vai reforçar a sua presença policial no Senegal para combater redes criminosas de migração ilegal da costa da África Ocidental para o seu território, revelou a  ministra dos Negócios Estrangeiros espanhola, Arancha Gonzalez Laya no domingo.

As declarações foram feitas depois do encontro de Laya com o seu homólogo em Dakar, capital do Senegal, para discutir a crise que fez com que cerca de 17.000 migrantes desembarcassem nas Ilhas Canárias este ano, um aumento de mais de 1.000% em relação a 2019, impulsionado pelas dificuldades económicas durante a pandemia Covid-19.

Para incentivar os imigrantes a procurar canais regulares, a Espanha ampliará os direitos de segurança social dos cidadãos senegaleses que residem legalmente na Espanha, disse Gonzalez Laya em declarações aos jornalistas.

Além disso, será reforçada a “presença de homens e mulheres da Guardia Civil, a polícia nacional espanhola, para desmantelar as redes criminosas de tráfico de seres humanos neste país”, disse a governante sem adiantar mais detalhes.

A Guardia Civil trabalha com a Guarda Costeira do Senegal desde 2006 para intercetar e impedir os migrantes de empreender a perigosa rota do Atlântico para as Ilhas Canárias, na Espanha, na costa noroeste da África.

Estima-se que, desde o início de outubro, mais de 400 senegaleses morreram ao tentar a travessia, segundo o Alarm Phone, um serviço de linha direta para migrantes retidos no mar.

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