África Subsaariana | Magrebe | Sahel

Flexibilização dos requisitos de visto ajudará a África a aproveitar o crescimento do turismo global

Os países africanos estão a perder um boom no turismo asiático, principalmente da China, e precisam facilitar os requisitos de visto e entrada para explorar uma mudança histórica que gera milhares de milhões de dólares em receita, informaram autoridades governamentais e líderes do setor.

Mais de 97 milhões de chineses viajaram para o exterior no ano passado, de acordo com o grupo de pesquisa Euromonitor, e à medida que os rendimentos familiares aumentam, esse número aumentará para 259 milhões em 2030.

Esse fato faria com que a China ultrapassasse os Estados Unidos como a principal nação de origem dos viajantes internacionais.

No entanto, apenas uma fração dos viajantes chineses atualmente visitam a África. “Recebemos pouco menos de 100 mil turistas da China no ano passado”, disse o ministro do Turismo da África do Sul, Derek Hanekom, à Reuters, durante uma conferência de turismo em Stellenbosch, na África do Sul, na quinta-feira.

“Isso não é ótimo. Mas o melhor é que o potencial de crescimento é enorme”, disse Hanekom.

O turismo representa um dos setores que mais crescem na África, contribuindo com quase 178 mil milhões de doláres no ano passado, o equivalente a 8,1% do PIB, segundo o World Travel and Tourism Council.

Os países do norte da África já começaram a suspender a exigência de visto para os turistas chineses, e o impacto foi rápido e impressionante. De acordo com a empresa de inteligência de negócios focada no setor de viagens, a Forward Keys, quando Marrocos acabou com vistos para viajantes chineses em 2016, as chegadas chinesas dispararam 440%. A Tunísia seguiu o exemplo no ano seguinte e as chegadas aumentaram 214%.

Os resorts das ilhas Maurício e Seychelles, no Oceano Índico, também permitem a entrada sem visto para os turistas chineses Mas todos os países no continente ao sul do Saara ainda precisam de vistos, e poucos os concedem na chegada.

Analistas do setor dizem que as exigências de visto, que muitas vezes exigem que os cidadãos asiáticos viajem para as embaixadas e se candidatem pessoalmente, são um grande obstáculo.

 

© e-Global Notícias em Português
Comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Topo