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Franco CFA: França adota reforma da moeda comunitária

Os deputados franceses deram luz verde à nova legislação sobre a moeda comum aos 8 países da África Ocidental. A partir de agora, o Franco CFA passará a ser “ECO”, mantendo a paridade fixa com o Euro, bem como o fim da centralização das reservas cambiais dos Estados da África Ocidental com o Tesouro Francês.

No seu discurso na Assembleia Nacional, o deputado Jean Paul Lecoq, do grupo de Esquerda Democrática e Republicana, criticou fortemente a aprovação deste projeto de lei. O deputado defendeu que este debate deveria ser feito com todas as partes interessadas.

“Uma mudança de moeda, se respeitarmos as pessoas interessadas, deveria ter sido um projeto democrático, transparente e aberto”, disse Lecoq.

Economistas senegaleses contestam medida

Na opinião de alguns economistas senegaleses que reagiram fortemente no site de notícias Seneplus, “a França fará tudo para se apegar aos nossos países para os impedir não só de ter a sua soberania monetária, mas também de escolher o seu próprio caminho para o desenvolvimento”, disse Demba Moussa Dembélé.

“O que é preciso saber é que os países africanos, Senegal, Costa do Marfim e outros, o seu futuro está na CEDEAO e na unidade da África (…) Os africanos sabem que esta lei nada tem a ver com os interesses da África. Pelo contrário, é para perpetuar o domínio da França sobre os nossos países”, contestou o economista, citado pelo Finantial Afrik.

Por seu lado, Ndongo Samba Sylla referiu que “Macron e Ouattara apenas se desfizeram do traje mais polémico (o Franco CFA), assinando assim a morte do projeto de integração monetária dos países da CEDEAO”.

Recorde-se que o presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, anunciou em 21 de dezembro de 2019 em Abidjan, que a França e os 8 países da UEMOA decidiram uma grande reforma do FCFA. E que a antiga moeda comunitária mudaria de nome para “ECO” em 2020, a mesma denominação proposta para a futura moeda comum da área da CEDEAO dominada pela Nigéria e Gana.

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