África Subsaariana | Economia

Gabão: FMI desbloqueia 99 milhões de dólares

O FMI, Fundo Monetário Internacional, desbloqueou o pagamento de 99 milhões de dólares ao Gabão no âmbito da análise trienal concluída em junho de 2017. A instituição internacional considera necessária uma consolidação fiscal adicional.

A medida surge na sequência da conclusão da terceira revisão do programa económico do país, que é apoiado por um acordo sob o Mecanismo de Crédito Ampliado.

Segundo Mitsuhiro Furusawa, Director-Geral Adjunto e Presidente do Conselho de Administração Interino do Fundo, “os resultados alcançados pelo Gabão melhoraram”. O governo gabonês deu “passos significativos e difíceis para manter o programa no caminho certo, apesar das eleições parlamentares”. “No entanto, a recuperação económica continua frágil e há necessidade de consolidar ainda mais as finanças públicas e implementar reformas cruciais para alcançar um crescimento forte e sustentável”, disse Furusawa.

Entre as prioridades, de acordo com Furusawa, é necessário “aumentar a receita não petrolífera”, “controlar os gastos não prioritários”, “fortalecer a execução orçamentaria e a gestão da receita petrolífera” e “preservar a estabilidade do setor financeiro”.

“As autoridades pretendem acelerar a liquidação dos três bancos com problemas e abordar rapidamente o nível excessivo de empréstimos”, acrescentou o responsável.

O total de desembolsos, até agora, sob este contrato é de 395,9 milhões dólares. O acordo de três anos com o Gabão, no valor de 642 milhões de dólares, foi aprovado pelo Conselho de Administração do Fundo em 19 de junho de 2017.

Esta terceira revisão do acordo para o Gabão foi preparada por uma missão que visitou o país de 7 a 16 de novembro. Segundo o comunicado da instituição, a economia gabonesa está a recuperar gradualmente. “O crescimento é estimado em cerca de 1,2% em 2018, comparado a 0,5% em 2017, embora a produção de petróleo tenha sido menor que o esperado”.

“A recuperação deve fortalecer em 2019 e as perspetivas de médio prazo continuam promissoras, com o crescimento do PIB projetado em 3,1% em 2019 e 5% no médio prazo”, refere o documento.

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