África Subsaariana

Gabão: Jean-Rémi Yama pode ser processado por afirmar que AliBongo está morto

O presidente da Unit Dynamics,  Jean-Rémi Yama, será processado por “espalhar notícias falsas” devido às suas afirmações de que Ali Bongo tinha morrido. O anúncio foi feito em 3 de julho pelo Ministro do Interior e da Justiça.

Na terça-feira, 2 de julho de 2019, o presidente da Unit Dynamics (DU), Jean-Rémy Yama, fez uma declaraçãodizendo que “Ali Bongo está morto”, o que levou a que fosse abordado de noite, em sua casa, por homens armados que, segundo o sindicalista, “afirmavam pertencer à DGR e que eram enviados pelo procurador público”.

Acreditando que a certeza de Jean-Rémi Yama sobre a “morte” de Ali Bongo é “sem qualquer fundamento”, o Ministro da Justiça, Edgard Anicet Mboumbou Miyakou,  declarou que “denota mais uma vez e em demasia, um claro desejo de criar confusão e instabilidade nas mentes das pessoas.

Na opinião de Edgard Anicet Mboumbou Miyakou, esta declaração visa despertar uma certa psicose entre os parceiros de desenvolvimento no Gabão e, de facto, afetar o ambiente de negócios, a ordem pública e a coesão social.

“Os objetivos destas mentiras, não se encaixam nas missões atribuídas aos sindicatos para defender os interesses morais e materiais dos seus membros”, afirmou o ministro.

Miyakou considera “curioso” notar que essa afirmação vem num momento em que, Ali Bongo, “ansioso pelo bem-estar de seus compatriotas, durante seu último discurso à Nação de 8 de junho de 2019 instruiu o novo governo de a República a tomar medidas firmes para melhorar consideravelmente as suas condições de vida e de trabalho.

De acordo com Edgard Anicet Mboumbou Miyakou, que denuncia uma violação da liberdade de associação e liberdade de expressão, legalmente enquadrada no Gabão, a atitude demonstrada por Jean-Rémy Yama “o expõe a processos criminais por espalhar notícias falsas”.

Por seu lado, o governo condena o que avalia como “um claro desejo de desafiar a autoridade do Estado”. Nessa óptica, assegura, mais uma vez, a comunidade nacional e internacional, o “funcionamento normal das instituições da República”.

Suspeitando de apelos à desobediência por parte de alguns, o governo pede às populações gabonesas “que sejam mais vigilantes”, exortando-as igualmente “a cuidar calmamente dos seus negócios”.

Sem mencionar o suposto esquadrão que revistou a casa do dirigente sindical, o ministro da Justiça alertou para que “o governo lembra que não pode permitir que tais atos continuem. Os perpetradores serão processados e a lei será aplicada com o máximo rigor”.

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