Gabão pode registar 39.934 hospitalizações por Covid-19

Segundo projeções do Imperial College de Londres, no pico da crise de saúde devido ao Covid-19, na ausência de uma intervenção efetiva contra a pandemia, o Gabão poderá registar 92% de casos infetados, 2% de internamentos para 0,3% de mortes, para uma população estimada em 2.225.728 habitantes.

No relatório intitulado “O impacto global do Covid-19 e estratégias de atenuação e supressão”,  o centro colaborador da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre doenças infeciosas, o Centro Global de Análise de Doenças Infeciosas do Imperial College de Londres avalia o impacto da reação dos governos de 202 países à pandemia de Covid-19.

As nossas estimativas de mortalidade e procura por assistência médica são baseadas em dados da China e de países de rendimento elevado; as diferenças nas condições de saúde subjacentes e a capacidade do sistema de saúde provavelmente levarão a tendências diferentes em contextos de baixo rendimento“, afirmam investigadores do Center for Global Analysis of Infection Disease.

As perspetivas da organização para o Gabão, combinando dados sobre os perfis de contato por idade e gravidade do Covid-19, o Imperial College de Londres prevê os impactos da mortalidade na ausência de intervenções ou de distanciamento social espontâneo, com o que poderia ser alcançado com políticas para atenuar ou suprimir a transmissão do vírus. Os autores do relatório estimam em 2.051.004 o número total de casos com probabilidade de infeção, 39.934 casos de hospitalização e 5.726 mortes por vírus, para uma população total de 2.225.728 habitantes.

De acordo com esse cenário, os sistemas de saúde do Gabão e de outros 201 países serão rapidamente ultrapassados. É provável que esse efeito seja mais grave em países de baixo rendimento onde a capacidade é mais frágil.

“A nossa análise sugere, portanto, que a procura por serviços de saúde só pode ser mantida em níveis administráveis, graças à rápida adoção de medidas de saúde pública, incluindo deteção e isolamento de casos e medidas de distanciamento social mais amplos para suprimir a transmissão, semelhantes às adotadas hoje em muitos países”, aconselham os autores do estudo.

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