África Subsaariana

Guiné-Conacri: Alpha Condé garante aos opositores que o país “não entrará numa guerra civil”

O presidente guineense, Alpha Condé, afirmou que os seus adversários políticos queriam fazer explodir a Guiné. “Essas pessoas tinham claramente um plano de insurreição para tomar o poder pela força. Os seus líderes disseram isso antes de 22 de março: faremos manifestações na segunda, terça, quarta e quinta-feira estaremos no palácio“, apontou o governante.

Condé afirmou que um deles, sem revelar o nome, falou da “necessidade de uma transição militar. Isso deu ideias a um oficial inconsciente que arrastou uma dúzia de homens para um projeto de golpe fracassado. Esqueceram-se rapidamente que a Guiné de hoje já não é a Guiné de ontem“.

O presidente acusou ainda o FNDC de ter “mandado os seus membros atacar edifícios públicos, derramar óleo nas estradas, manifestarem-se armados”.

Condé revelou que uma “tentativa de ataque com carro bomba a um posto de gasolina de Conacri, foi impedido in extremis. Os líderes do FNDC só falam em derrubar o poder e tornar o país ingovernável“.

Quando Cellou Dalein Diallo diz aos seus jovens militantes: ‘Estais prontos para morrer?’, O que isso significa?”, questionou Condé em declarações ao Jeune Afrique, lembrando que ” a Guiné nunca conheceu uma guerra civil e nunca conhecerá nenhuma. ”

Eu mesmo fui um opositor durante quarenta e dois anos e, quando os militares me procuraram após as eleições de 1993 para me propor o poder pela força, respondi que não fazia política para governar cemitérios. Eu nunca usei violência. Sou profundamente democrático, mas os meus adversários têm uma mentalidade golpista ”, concluiu.

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