África Subsaariana

Guiné-Conacri: Cellou Dalein Diallo critica os líderes da CEDEAO

Cellou Dalein Diallo criticou a postura dos dirigentes dos países membros da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), face à crise guineense. O dirigente é candidato nas eleições presidenciais da Guiné-Conacri de 18 de outubro.

O ex-primeiro-ministro, acredita que a organização sub-regional tem critérios diferentes na gestão das crises políticas no Mali e na Guiné.

“Os guineenses ficaram surpreendidos com a indiferença da CEDEAO à crise guineense. No Mali, quando houve uma primeira manifestação, a CEDEAO prontificou-se a ajudar os malianos a chegarem a um entendimento. Nós, há um ano, temos vindo a manifestarmo-nos, tem havido repressões sangrentas que resultaram na morte de uma centena de cidadãos. Mas a CEDEAO não veio tentar estabelecer um diálogo e apurar as divergências dos intervenientes”, apontou o presidente da União das Forças Democráticas da Guiné (UFDG).

Dalein culpa os líderes da CEDEAO por terem ignorado a crise guineense. “Eles abandonaram-nos nas mãos do tirano que continuou a matar, aprisionar, mutilar (…). O protocolo adicional da CEDEAO sobre democracia e governação foi violado por Alpha Condé, sem que a CEDEAO viesse para nos ajudar a resolver esta crise”, denunciou o líder da oposição.

Por isso, “denunciamos a falta de interesse que a CEDEAO demonstrou pela Guiné. Para o Mali, desde a primeira manifestação, houve uma missão ministerial e chefes de estado, quando não houve sequer mortes na altura. O dever de solidariedade para com os Estados membros da CEDEAO não foi favorável à Guiné”, relatou Dalein.

Indiferença da comunidade internacional

“A Guiné é membro de pleno direito desta organização sub-regional que tem um dever de solidariedade para com o nosso país. Ela deveria ter vindo para estabelecer um diálogo quando há uma crise como a que vivemos, para ajudar os filhos do país a chegarem a um entendimento, em vez de entrar em confrontos que deram origem a uma violência enorme”, acrescentou o ex-primeiro-ministro.

Face à crise guineense, “a comunidade internacional, em geral, tem-se contentado em emitir declarações condenando a violação dos direitos humanos, exortando os dirigentes a encontrarem os culpados, a respeitarem as regras e princípios do Estado de Direito. Nada mais”, lamentou o dirigente.

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