África Subsaariana | Economia

Guiné-Conacri: Governo quer envolver a sociedade civil no processo orçamental

O chefe do governo guineense, Ibrahima Kassory, expressou esta tarde a vontade do seu governo de envolver os atores da sociedade civil no processo orçamental para uma “maior transparência”.

“Na Guiné, no âmbito do PNDES, o governo está empenhado em promover uma boa administração financeira. Isto implica introduzir maior transparência na gestão das finanças públicas. Queremos construir com a sociedade civil guineense, no âmbito desta nova parceria, um sistema de gestão financeira pública, mais eficiente, mais transparente, para o benefício dos nossos concidadãos “, explicou o primeiro-ministro no final de uma formação pan-africana dos actores sociais sobre o processo orçamental, organizada em colaboração com a Iniciativa Africana Relacionada com a Reforma Orçamental (CABRI).

“O maior desafio que as economias africanas enfrentam hoje é responder à crescente e premente necessidade de financiar o seu desenvolvimento”, disse o primeiro-ministro.

Durante três dias de trabalho, os atores sociais da Guiné foram suficientemente informados sobre este processo orçamental, mas também aproveitaram o exemplo do Benin, um país africano muito à frente na colaboração entre o Estado e a sociedade civil.

“A sociedade civil está envolvida ou será envolvida no desenho de estratégias e na implementação de políticas públicas destinadas a otimizar as finanças públicas. A sociedade civil é o melhor transmissor para os cidadãos se informarem, motivarem e inspirarem o apoio popular dos cidadãos às reformas “, insistiu o Kassory Fofana.

Este atelier de capacitação técnica da sociedade civil sobre o processo de preparação e documentação do orçamento foi uma oportunidade para examinar a relação entre a transparência e a participação de organizações da sociedade civil com o propósito de obter uma melhor prestação de contas na Guiné.

O encontro organizado em colaboração entre o Ministério do Orçamento da Guiné e a CABRIA também prevê a participação de cerca de vinte atores da sociedade civil do país.

O ministro do Orçamento guineense, Ismael Dioubaté, reiterou que o seu governo está comprometido em envolver as organizações da sociedade civil no processo de elaboração e monitorização do orçamento do Estado. “O compromisso da Guiné com a transparência na execução do orçamento é real”, sublinhou. Segundo o ministro, desde o advento da Terceira República, a Guiné entrou na perspetiva de um “orçamento aberto e participativo” para o bem-estar do seu povo.

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