África Subsaariana

Guiné-Conacri: Guineenses vão às urnas este domingo para eleições legislativas e referendo

Mais de cinco milhões de guineenses vão às urnas neste domingo para eleger 114 deputados e para pronunciar-se sobre a nova constituição, que agora fixa o mandato do presidente da república em seis anos, renovável apenas uma vez. A alteração da lei poderia permitir ao Chefe de Estado candidatar-se a um terceiro mandato. A oposição guineense opõe-se categoricamente a este referendo.

O FNDC (Frente Nacional de Defesa da Constituição), determinado a impedir a realização da votação dupla, pediu uma mobilização maciça para “enterrar permanentemente esse plano traçado por Alpha Condé e seu clã contra o nosso país e a sua jovem democracia”.

Na sexta-feira, os parceiros internacionais da Guiné, a União Europeia, a CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), a Organização Internacional da Francofonia (OIF) expressaram fortes reservas sobre a credibilidade do processo eleitoral.

Reagindo às preocupações dos parceiros internacionais, Alpha Condé assegurou que “A CEDEAO, a União Africana e a OIF fizeram recomendações através dos especialistas, que foram totalmente levadas em consideração”, disse o presidente. “Agradecemos à CEDEAO e à UA (União Africana) da qual somos membros fundadores. Agradecemos também à OIF, à qual pertencemos por nossa história e nossa cultura. Guineenses, muito queridos compatriotas, as próximas eleições serão realizadas com transparência, com absoluto respeito pelas regras democráticas e costumes republicanos.”

Entretanto na véspera desta votação dupla, surgiram tensões em quase todo o território, tanto em Conacri como em várias localidades do interior do país, onde os manifestantes contra uma nova constituição entraram em confrontos com as forças de segurança.

Conakry foi palco de incêndios, saques e atos de vandalismo em vários bairros. Em Labé, indivíduos não identificados atearam fogo no histórico Palácio Kolima, com mais de meio século de idade, que serviria como assembleia de voto. Em Mamou, no centro do país, duas escolas que também serviriam como assembleias de voto foram incendiadas. As instalações da polícia de Porédaka foram vandalizadas, assim como material eleitoral queimado.  Em Yomou,  o tribunal foi incendiado. Palé, Télimélé Boké também foram alvo de atos de vandalismo.

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