África Subsaariana

Guiné-Conacri: OGDH denuncia o uso excessivo da violência pelas forças de segurança

O presidente da Organização dos Direitos Humanos da Guiné (OGDH), Abdoul Gadiry Diallo, questionou o destacamento em massa das forças de segurança ao longo das artérias que levam à Grande Mesquita de Bambeto por ocasião do funeral das onze vítimas das manifestações de 14 e 15 de outubro.

Numa entrevista à Deutsche Welle,  o ativista de direitos humanos lembrou que desde que o presidente Alpha Conde chegou ao poder “houve muitos casos de mortes atribuídas às forças de segurança sem que tenham sido feitas investigações para determinar as condições sob as quais essas pessoas morreram”.

À margem da marcha fúnebre organizada na última segunda-feira, 4 de novembro, o responsável censura os agentes de segurança por terem usado a “força desproporcionalmente” e denuncia uma “estratégia deliberada de querer dar caráter comunitário a esses confrontos”.

Gadiry Diallo exorta o Estado a trabalhar para a criação de condições favoráveis ao apaziguamento, enquanto insta as forças de defesa e segurança a aceitarem que não têm interesse em criar confrontos com uma população indignada (…)”.

Na opinião do presidente da OGDH, na Guiné, “temos a impressão de que o poder público abriga personagens que gritam as condições da violência policial para eventualmente criar um caos que nos levaria a cair na síndrome congolesa.

Diallo diz que a polícia tem meios de neutralizar manifestantes provocadores sem usar armas letais e alvejar pessoas nas costas.

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