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Investigação descobre assédio sexual na Comissão da União Africana

O assédio sexual é um problema para as mulheres que trabalham na Comissão da União Africana (UA). Este fato levou a organização a lançar uma investigação em maio, para o que convidou todos os funcionários que tiveram casos de queixa a se apresentarem para uma entrevista  confidencial.

O comité de investigação encontrou “quase unanimidade na confirmação” de assédio sexual na evidência dos entrevistados, segundo uma declaração da UA.

A investigação constatou que os mais vulneráveis a essa exploração eram “funcionários de curto prazo, jovens voluntários e estagiários”.

Os responsáveis “posicionam-se como ‘porteiros’ e ‘fabricantes de reis’”, refere o relatório. Esses funcionários “estão bem posicionados para fazer promessas plausíveis às jovens de que lhes serão oferecidos contratos”, continua.

Denunciar incidentes de assédio sexual era muitas vezes contraproducente, já que não havia processo, disseram os entrevistados.

O jornal Mail & Guardian da África do Sul afirma que o inquérito foi estabelecido depois de este ter reportado uma petição assinada por 37 mulheres do corpo técnico da UA queixando-se de assédio sexual na comissão.

A Comissão da União Africana, sediada na capital da Etiópia, Adis Abeba, disse que, dadas as descobertas e sérias alegações, estabeleceria “uma política abrangente de assédio sexual que proteja as vítimas e tome as mais duras medidas punitivas contra qualquer perpetrador”.

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