África Subsaariana | Crise

Já foram libertados os primeiros lideres anglófonos nos Camarões

O presidente dos Camarões Paul Biya declarou quarta-feira a suspensão da acusação contra líderes e ativistas anglófonos julgados por um tribunal militar em Yaounde após a violência que abalou em dezembro de 2016 as duas regiões de língua inglesa do país.

Os ativistas foram acusados pelo Tribunal Militar de rebelião e incitamento à violência durante os protestos nas regiões do Noroeste e Sudoeste do país contra o Governo de maioria francófona do Presidente Paul Biya.

A detenção destes líderes provocou uma onda de contestação social nos últimos oito meses, que paralisou vários negócios, escolas e hospitais, com os profissionais a recusarem-se a trabalhar.

Ontem, quinta-feira, o tribunal militar de Yaoundé, que deve validar a ordem do presidente da República, deu luz verde à libertação de apenas trinta dos detidos. Cerca de 20 outros prisioneiros terão que esperar uma próxima audiência.

As autoridades camaronenses insistem que os três principais líderes já foram postos em liberdade ou estão prestes a ser libertados. Dois deles terão saído da prisão na noite de quinta-feira: o advogado Agbor Balla e o académico Fontem Neba, que foram julgados por terrorismo e incitamento à secessão.

Segundo as autoridades também terá sido libertado o ex-magistrado do Supremo Tribunal, Paul Ayah Abine, que passou à reforma durante a sua detenção e nunca foi julgado. Esteve detido no secretariado de Estado da Defesa durante mais de sete meses e voltou para casa na manhã de quinta-feira.

Num vídeo partilhado após a libertação dos líderes anglófonos, alguns ativistas pediram ao Presidente dos Camarões, Paul Biya, que incentive o regresso dos camaroneses anglófonos exilados e que retire os cerca de cinco mil soldados que colocou nas regiões Noroeste e Sudoeste do país, para depois dar inicio a um diálogo genuíno.

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