Manifestações no Reino de eSwatini causam vários mortos e feridos

Essuatíni, oficialmente conhecido por Reino de eSwatini e anteriormente denominado como Suazilândia, foi palco de graves protestos. De acordo com o porta-voz da Rede de Solidariedade da Suazilândia, pelo menos oito manifestantes morreram e outros 28 foram atingidos por tiros, na sequência de novos confrontos entre a polícia e jovens pró-democracia. 

Por sua vez, os ativistas disseram nesta quarta-feira, 30 de junho, que várias pessoas morreram e dezenas ficaram feridas neste país da África Austral, limitado a leste por Moçambique e em todas as outras direções pela África do Sul.  

O secretário-geral da Frente Democrática Unida da Suazilândia, Wandile Dludlu, que acusou o rei do eSwatini, Mswati III, de na segunda-feira ter “libertado soldados e polícias armados sobre civis desarmados”, sublinhou que 18 pessoas foram baleadas.  

Nenhum destes números foi ainda confirmado pela polícia.  

Apesar de os protestos serem raros no eSwatini, estando os partidos políticos proibidos de os fazerem, nas últimas semanas aconteceram vários protestos violentos em partes do território contra a última monarquia absoluta de África.  

Primeiro-ministro pede calma 

O primeiro-ministro interino do Reino de eSwatini, Temba Masuku, que substituiu Ambrose Dlamini após a sua morte por Covid-19 em dezembro do ano passado, apelou à “calma, contenção e paz”

O governante prometeu que o Executivo vai, ao longo do dia, atualizar a nação “sobre as intervenções face à situação atual”

Entretanto, negou os rumores de que o rei Mswati III fugiu, referindo que o chefe de Estado está “no país e continua a governar”

Na semana passada o Governo proibiu manifestações e o comissário da polícia nacional, William Dlamini, alertou que os seus homens iram adotar uma política de “tolerância zero”.  

Mswati III, que já se encontra no poder desde 1986, é alvo constante de críticas pelo seu punho de ferro e pelo estilo de vida luxuoso num país em que dois terços dos 1,3 milhões de habitantes vivem abaixo do limiar da pobreza. Este descontentamento tem sido a causa dos vários protestos anti-monarquia, exigindo os ativistas reformas no seu sistema de monarquia absoluta.

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