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Milhares de civis fogem da violência no Sudão do Sul

A agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) alertou na passada sexta-feira para a escalada de confrontos na, até agora considerada pacífica, região da Equatoria Ocidental, no Sul Sudão.

Desde dezembro, a escalada de violÊncia nesta região forçou milhares de habitantes a fugirem das suas casas. Só na semana passada, uma média de 500 refugiados sul-sudaneses entrou, por dia, no Uganda, fugindo da violência.

Tiroteios, pilhagens e crimes envolvendo agressões sexuais levaram a população a buscar abrigo também nos países vizinhos. Muitos refugiam-se na floresta, longe da ajuda humanitária.

“Tiroteios esporádicos tornaram-se lugar comum e também houve um aumento na criminalidade, envolvendo o assalto e sequestro de carros, ataques à propriedade do governo, a pilhagem de domicílios civis e agressões sexuais, supostamente por jovens armados”, afirmou o porta-voz do ACNUR, Adrian Edwards. “No geral, esses são desdobramentos alarmantes para uma região do Sudão do Sul que estava, até agora, relativamente estável”.

O conflito interno no Sudão do Sul teve início em finais de 2013, quando o vice-presidente Riek Machar foi acusado de preparar um golpe de estado contra o presidente Salva Kiir, tendo causado vários milhares de mortos e provocado a deslocação de mais de dois milhões de pessoas das suas zonas de origem.

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