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Ministro dos Negócios Estrangeiros francês ataca actividades da Rússia na República Centro Africana

Jean-Yves Le Drian

Durante a audição na Comissão dos Negócios Estrangeiros, Defesa e Forças Armadas o chefe da Diplomacia francesa, Jean-Yves Le Drian, respondendo a uma questão do Senador Jean-Marie Bockel sobre a República Centro Africana (RCA), disse que “há uma presença activa”, recente e significativa “antifrancesa” da Rússia na RCA.

Sobre a atitude “antifrancesa” da Rússia na RCA, Jean-Yves Le Drian disse que esta manifesta-se através de declarações, mas também nas redes. No entanto o MNE francês considera que a presença na RCA russa não substitui a francesa.

O chefe da diplomacia francesa precisou também que a presença russa na RCA não se manifesta através de uma presença militar, mas através do grupo Wagner, uma empresa militar privada russa de Evguéni Prigojine, próximo do poder em Moscovo. “Se o senhor Prigojine nos estiver a ouvir, que saiba que o conhecemos bem”, disse Jean-Yves Le Drian.

Jean-Yves Le Drian defendeu que “é necessário encontrar uma solução política” para a RCA e não através de confrontos “entre uns e outros”, para além de “uma presença russa que declara pretender fazer o bem”.

Lembrando a participação da França na tentativa de pacificação da RCA desde 2013, Jean-Yves Le Drian reconheceu “um poder limitado” do presidente centrafricano Faustin-Archange Touadéra o qual é contestado por vários grupos militares. Por esse motivo Jean-Yves Le Drian diz depositar confiança na iniciativa da União Africana em reunir todas as partes em Cartum.

Uma reunião que a França acompanha de perto e cujo sucesso será importante, segundo Jean-Yves Le Drian, para evitar um alastramento do terrorismo “nesta região de risco”.

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