África Subsaariana

Pelo menos 3400 gambianos aguardam deportação na Alemanha

Pelo menos 3.400 gambianos, morando ilegalmente na Alemanha, estão na iminência de serem deportados pelo governo alemão, mesmo que as autoridades gambianas não estejam prontas para recebê-los no momento, alertou o líder do Congresso Moral da Gâmbia – Mai Ahmed Fatty no âmbito da sua viagem pela Europa.

Desde o auge da crise migratória, alguns anos atrás, a Alemanha, assim como outros países europeus, enfrentam o problema da migração.

Na última fase da sua viagem à Alemanha, Fatty divulgou que milhares de refugiados gambianos estão à procura de asilo na Alemanha, acrescentando que as estimativas também mostram que os cerca de vinte mil gambianos na Alemanha têm entre 14 e 35 anos.

“Eles estão apenas lá. É o futuro da Gâmbia que está a ser desperdiçado e, a menos que construamos um futuro para o nosso povo neste país – e os políticos devem colocá-lo em primeiro lugar – não há futuro para eles aqui.”

O líder afirmou que não basta apenas a União Europeia e a Alemanha continuarem a deportar cidadãos da Gâmbia. “Em 2018, 144 gambianos foram deportados da Alemanha e nenhum país africano os aceitou, exceto a Gâmbia.”

Fatty defendeu que Gâmbia deve começar a negociar seriamente, dizendo que a Europa tem um caminho ordenadamente seguro para a legalização dos migrantes e a concessão de documentação. A Europa deve envolver os países africanos, incluindo a Gâmbia, para educar e formar os nossos cidadãos, antes de enviá-los de volta para casa. Empacotá-los durante anos sem fazer nada, não está certo.”

Fatty afirmou que a Europa teria aproveitado a oportunidade educando-os e treinando-os para que, quando fossem deportados, tivessem competências significativas para ganhar a vida.

Noutros locais de França, Mai revelou que muitos migrantes da Gâmbia, especialmente os de Paris, são sem-teto. Alguns desses migrantes manifestaram várias preocupações, entre as quais a falta de perspectivas e melhores oportunidades nos seus países de origem e essa é uma das razões pelas quais fogem para procurar melhores oportunidades.

“Eles pensaram que políticos como eu os colocariam no interesse deles primeiro. Encontrei-me com as autoridades francesas para apresentar este caso e agora todos estão a ser instalados”, acrescentou.

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