África Subsaariana

Presidente da Gâmbia promete punir traficantes após desastre de barco

O presidente da Gâmbia, Adama Barrow, prometeu punir os traficantes de seres humanos após a morte de dezenas de pessoas, nesta semana, quando o barco em que seguiam naufragou na Mauritância, ao tentar chegar à Europa.

“Perder 60 jovens vidas no mar é uma tragédia nacional e é motivo de grande preocupação para o meu governo”, disse Barrow no sábado, em declarações na televisão.

“Uma investigação policial completa foi iniciada para chegar ao âmago deste grave desastre nacional. Os culpados serão processados de acordo com a lei”, acrescentou.

Pelo menos 62 pessoas morreram no naufrágio de um barco na costa mauritana na quarta-feira, quando se dirigiam às Ilhas Canárias, Espanha. Esta foi a maior perda de vidas conhecida ao longo da chamada rota de migração ocidental neste ano, de acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

O jornalista Mohamed Vall, da Al Jazeera, em reportagem de Nouadhibou, na costa da Mauritânia, disse que a imprensa estrangeira teve o acesso negado às pessoas resgatadas, ao contrário dos casos anteriores.

“Antes, costumavam convidar a imprensa estrangeira e local para ver como os migrantes são tratados. A falta de acesso agora está a dar origem a especulações. As pessoas dizem que talvez as instalações não estejam dentro das regras. Mas o governo desmentiu essas suposições”, afirmou Vall, citado pela Al Jazeera.

Barrow declarou que foram enviados fundos à Mauritânia para atender às necessidades imediatas dos sobreviventes internados no hospital e para financiar o seu repatriamento. O presidente também prometeu “acelerar os processos de casos envolvendo tráfico de pessoas.

“Os policias também estão instruídos a aumentar a vigilância e prender  criminosos envolvidos no tráfico de pessoas”, adiantou o Chefe de Estado.

As passagens de migrantes ao longo da rota dos países da África Ocidental para as Ilhas Canárias aumentaram recentemente, à medida que as autoridades restringem a travessia da Líbia para a Europa.

Segundo a OIM, 158 pessoas morreram ao tentar chegar às Ilhas Canárias durante este ano, comparativamente com 43 no ano passado.

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