África Subsaariana | Segurança

Quatro mortos em confrontos entre a ONU e grupo rebelde na RCA

Quatro pessoas morreram em confrontos entre forças de paz da ONU e um grupo armado no sudoeste da República Centro-Africana (RCA), uma área que até agora foi poupada a grande parte da violência que assola o país desde 2013, informou uma fonte de segurança na segunda-feira.

“Quatro pessoas morreram. Uma delas aparentemente era chefe do Siriri”, disse a fonte, referindo-se a um novo grupo armado criado no final do ano passado.

A missão das Nações Unidas na República Centro-Africana, MINUSCA, reportou num comunicado que “interveio no domingo de manhã na região de Mambere Kadei … para expulsar o movimento de elementos armados do grupo Siriri na cidade de Gamboula. ”

“Na chegada à vila de Nassole, onde membros do grupo Siriri ergueram uma barricada, os soldados da paz foram alvo de fogo inimigo e ripostaram, causando baixas entre os atacantes”, disse o comunicado da MINUSCA. “A MINUSCA reforçou as suas forças de segurança nessa região”, acrescentou a organização.

Nas últimas semanas registou-se vários confrontos mortais entre forças de paz e milícias na RCA.

No dia 12 de abril, dois prisioneiros foram mortos e um terceiro ficou ferido num momento de violência na prisão central de Ngaragba, em Bangui.

Noutro incidente separado, 19 pessoas, incluindo um soldado da ONU, morreram e mais de 100 pessoas ficaram feridas em confrontos no enclave muçulmano PK5 da capital.

Esses confrontos marcaram o incidente mais sangrento em Bangui desde que o presidente Faustin-Archange Touadera foi eleito em 2016.

A ex-colónia francesa de 4,5 milhões de pessoas vive em clima de violência desde que o  líder de longa data, François Bozize, foi afastado do poder em 2013, pela aliança muçulmana Seleka.

A França interveio militarmente de 2013 a 2016 para expulsar a aliança Seleka, mas acabou com a operação depois de Touadera ter chegado ao poder. O país continua a ser atormentado pela violência entre ex-rebeldes e milícias vigilantes.

A MINUSCA desempenha um papel crucial no apoio ao governo de Touadera, que tem o controlo de apenas um quinto do país, com o restante nas mãos das milícias.

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