África Subsaariana

Quatro valas comuns com restos mortais de mais de 200 pessoas encontradas no Ruanda

Os restos mortais de mais de 200 pessoas mortas durante o genocídio de 1994 no Ruanda foram descobertos numa vila nos arredores da capital Kigali, anunciou o centro memorial do país na quinta-feira, de acordo com a Reuters.

A descoberta foi feita no domingo, na aldeia de Rusororo, por várias pessoas, que cavaram o terreno durante vários dias, atingindo profundidades de até 20 metros.

O diretor do Centro Memorial de Kigali, Honore Gatera, disse que não é surpreendente que os ainda se esteja a descobrir corpos depois dos massacres. “Esconder os corpos sempre foi uma das maneiras com que eles tentaram esconder que cometeram o genocídio”, disse Honore à AFP, adiantando que os corpos serão sepultados num local “digno”.

Quando os corpos foram exumados no domingo, alguns sobreviventes do genocídio tentaram identificar os entes queridos com base nas roupas encontradas.

A principal associação que representa os sobreviventes, Ibuka, acredita que os restos mortais fazem parte de um grupo de cerca de 3 mil pessoas que foram reunidas em Rusororo durante o genocídio, mas cujo destino nunca foi claro.

Cerca de 800.000 pessoas foram massacradas no Ruanda, entre abril e julho de 1994, por iniciativa do governo hutu de linha dura. A maioria das vítimas eram membros da minoria tutsi, mas também havia hutus moderados.

O derramamento de sangue foi interrompido quando os extremistas hutus foram expulsos por um grupo rebelde, a Frente Patriótica Ruandesa (RPF), liderada por Paul Kagame, que se tornou presidente em 2000 e permanece no cargo até hoje.

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