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RCA: Fim da missão francesa Sangaris em ambiente de escalada de violência e de elevada insegurança

Num período de ambiente securitário muito frágil, a França iniciou a retirada dos seus militares da República Centro-africana.

Esta segunda-feira, 31 de Outubro de 2016, o ministro francês da Defesa está em Bangui para formalizar o fim da operação Sangaris, embora mais de 350 soldados franceses sejam transferidos para a Missão das Nações Unidas na RCA (MINUSCA).

Esta retirada da França acontece numa altura em que o país atravessa um momento muito difícil, uma vez que os grupos rebeldes estão a cada dia mais fortalecidos e perigosos. Testemunho desta subida de insegurança tem sido visível diariamente com os múltiplos assassinatos cometidos em Bambari, Kagabandoro, Batangafo e Grimari.

A juntar a esta situação de degradação da segurança, constata-se que o país está divido em dois e o poder está bastante frágil para fazer face à ameaça dos grupos rebeldes.

Apesar do fortalecimento da MINUSCA os massacres continuam e a França reconhece que as forças de paz das NU não terão uma tarefa fácil pela frente e que se afigura a cada dia que passa mais complicada.

Na verdade, a França retira os seus soldados na pior altura, como prova o caso de ontem no PK5 em que 11 pessoas perderam a vida após confrontos entre grupos de autodefesa e as Faca muçulmanas.

A imagem da missão Sangaris sai, além do mais, muito degradada devido ao roubo de minérios de que os franceses são acusados e à exploração ilícita de recursos naturais, que está na origem de toda esta crise que abala o país, e de que a França também é acusada.

Bangui, Israel Ngonzo

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