África Subsaariana | Segurança

RCA: Forças portuguesas envolvidas de novo em combates em Bambari

Pára-quedistas portugueses da 4ª Força Nacional Destacada, em missão na República Centro-Africana (RCA) ao serviço das Nações Unidas, estiveram esta quinta-feira, 10 de Janeiro, durante 5 horas em combate directo com elementos do grupo UPC (União para a paz na República Centro-Africana) no centro da cidade de Bambari, situada a cerca de 400 km da capital Bangui.

Segundo informação difundida pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) a “ofensiva por parte deste grupo armado foi levada a cabo com recurso a armamento pesado, numa demonstração de capacidade de controlo do comércio local, colocando civis no fogo cruzado durante o confronto com as Forças Armadas centro-africanas (FACA)”.

Um responsável da UPC em Bambari disse à e-Global que os confrontos começaram com as suas forças a serem atacadas por elementos das FACA quando o Governo de Bangui, não reconhecido pela UPC, tentou “impor em Bambari as Jornadas Mundiais da Alimentação”, uma iniciativa considerada pela UPC como uma acção de propaganda do Governo central.

Perante as dificuldades encontradas pelas FACA na acção contra as forças da UPC, reforçadas pela intervenção da Frente Popular para o Renascimento Centro-africano (FPRC), foi solicitada a intervenção Força de Reacção Rápida portuguesa.

Durante os confrontos entre os Pára-quedistas portugueses e as forças da UPC em Bambari nenhum militar português foi ferido. No entanto a UPC alega que durante os confrontos 7 civis morreram e 18 ficaram feridos, assim como foram destruídas seis casas.

Sendo constituída maioritariamente por elementos de etnia Fula, a União para a Paz na República Centro-Africana (UPC) apresenta-se como um movimento armado de autodefesa cuja chefia militar é assumida pelo General Ali Darrassa. A UPC faz parte das organizações armadas que se separaram das milícias Seleka.

Portugal contribui para o esforço internacional de manutenção da paz na República Centro-Africana desde o início de 2017, com uma companhia de tropas especiais do Exército, a operar a partir da capital Bangui como Força de Reacção Rápida. A actual Força Nacional Destacada é maioritariamente composta por pára-quedistas do 2º Batalhão de Infantaria Pára-quedista, que conta com um efectivo total de 180 militares, reforçadas com viaturas blindadas Pandur.

De acordo com as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, os portugueses têm como tarefas prioritárias na RCA a protecção dos civis, o apoio ao processo de paz, facilitar a assistência humanitária e a protecção do pessoal, instalações, equipamentos e bens das Nações Unidas.

RN

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