RCA: Movimento 3R denuncia crimes da empresa russa Wagner e tropas governamentais

“Assassinatos de massa, detenções arbitrárias, incêndios de habitações e assaltos” à população civil, são alguns de crimes que o General Sémbe Bobbo, líder do movimento 3R (Regresso, Reclamação, Reabilitação) atribui aos “mercenários estrangeiros russos” da empresa Wagner e às tropas governamentais, perpetrados em territórios controlados pelo 3R na República Centro Africana (RCA).

Através de comunicado difundido à imprensa, o General Sémbe Bobbo lembra que na sequência das recomendações produzidas na Conferência dos chefes de Estado e Governos que teve lugar em Luanda a 29 de Janeiro e 20 de Abril 2021 foi solicitado aos grupos armados na RCA um cessar-fogo e a seu recuo para as posições iniciais, enquanto aguardavam pelo resultados das iniciativas de paz empreendidas pelos Chefes de Estado da sub-região da conferência internacional dos países dos Grandes Lagos (CIRGL).

Um cessar-fogo e recuo que foi respeitado pelos grupos armados, refere o General Sémbe Bobbo, no entanto esta decisão foi interpretada como a “capitulação” dos grupos armados face ao avanço das Forças Armadas Centro Africanas (FACA) e dos seus aliados russos que “ocuparam cidades e aldeias sem combater”, refere o líder do 3R que acusa também os “mercenários russos e as FACA” de alegarem ter destruído bases do movimento 3R. O General Sémbe Bobbo acusa também os militares das FACA e Wagner de pretenderem “exterminar a minoria Fula da República Centro Africana”, lê-se no mesmo documento.

O líder do movimento 3R vinca que a sua organização é “um movimento popular de resistência que não tem bases” e que nas acções dos militares das FACA e Wagner aldeias têm sido destruídas, “morto Fulas centro-africanos e detidos inocentes” que não têm qualquer relação como o movimento 3R. O General Sémbe Bobbo sublinha que o seu movimento irá combater os “mercenários russos da empresa Wagner para os impedir de explorar os recursos naturais e mineiros do país”.

No mesmo documento, o General Sémbe Bobbo insiste que o governo centro-africano deve respeitar o cessar-fogo recomendado pelos chefes de Estado e Governos, para que seja privilegiado o diálogo com os grupos armados. Desafia também o governo de Bangui a apresentar provas das suas declarações e “apresentar as armas e munições” apreendidas, ou “os homens detidos com armas nas mãos” nas cidades, aldeias bem como as supostas bases do 3R destruídas.

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