África Subsaariana | Crise

RDCongo: Escolha de primeiro-ministro bloqueia execução do Acordo de São Silvestre

“Ainda há um desacordo sobre o modo de designação do futuro primeiro-ministro, o papel da CENCO na transição, o cronograma e atribuição dos ministérios”, reconheceu Marcel Utembi, presidente da Conferencia Episcopal Nacional do Congo (CENCO), mediador na crise politica na Republica Democrática do Congo (RDC).

A Maioria Presidencial insiste que uma proposta com cinco nomes para a chefia do governo deve ser apresentada ao presidente Joseph Kabila, enquanto o Rassemblement, plataforma da oposição, defende que segundo o Acordo de São Silvestre, assinado a 31 de Dezembro, cabe à oposição indicar o nome do primeiro-ministro.

Por outro lado, a Maioria Presidencial quer que a CENCO termine o seu papel como mediador logo após a conclusão da primeira fase de aplicação do Acordo, mas o Rassemblement insiste que os bispos devem continuar a acompanhar o processo assim como a sua aplicação.

A alimentar a crescente crispação entre as duas parte, o primeiro-ministro congolês, Samy Badibanga, nomeado a 19 de dezembro por Joseph Kabila, garante que não vai se demitir, apesar de alguns membros do seu governo terem assinado o Acordo de São Silvestre.

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