África Subsaariana | Segurança

Refugiados que fogem do Boko Haram desencadeiam crise humanitária nos Camarões

Os campos de refugiados nos Camarões continuam a ver um fluxo constante de civis deslocados da Nigéria e dos Camarões, enquanto os soldados intensificam os ataques contra o Boko Haram.

O ministro dos Assuntos da Juventude e da Educação Cívica, Mounouna Foutso, disse que nos últimos dois meses, todas as semanas, chegam 800 pessoas ao campo Minawao. Estão agora hospedadas 55 mil pessoas neste acampamento, com o nascimento de cerca de 50 bebés por mês. O ministro afirmou ainda que a crise humanitária é “preocupante e as pessoas deslocadas e os refugiados constituem um desafio para o Governo e para os seus parceiros”.

A insurgência do Boko Haram na Nigéria – pelo sexto ano – espalhou-se para Camarões, Chade e Níger. Segundo as Nações Unidas, os militantes têm como alvo civis, destroem as aldeias e matam a população, que já contabiliza 20 mil mortes e dois milhões de deslocados.

As tropas camaronesas e nigerianas juntaram-se este mês em operações para perseguir os militantes dos refúgios que restam à volta do Lago Chade e na floresta Sambisa no nordeste da Nigéria.

Em visita ao campo Minawao, o embaixador dos Estados Unidos nos Camarões, Michael Hoza, disse que o principal objetivo é derrotar o Boko Haram. Os Estados Unidos da América já enviaram, para os Camarões,  assessores militares para a região, assim como veículos blindados, geradores e outros equipamentos táticos.

Os refugiados cantavam enquanto os oficiais saíam do acampamento. Os trabalhadores humanitários do campo Minawao dizem que saneamento, cuidados de saúde e alimentação adequada para a crescente população estão entre as suas necessidades de topo.

 

 

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