África Subsaariana

Senegal alerta para aumento de migração após desastre de barco

Refugiados migrantes num barco

O governo do Senegal manifestou preocupação com um “ressurgimento” de migrantes a caminho da Europa, depois de um desastre na costa do país da África Ocidental na semana passada ter deixado vários mortos.

Num comunicado publicado na segunda-feira e citado pela AFP, o porta-voz do governo, Ndeye Ticke Ndiaye Diop, apontou para um aumento nos barcos de imigrantes intercetados pela marinha senegalesa este mês.

Na sexta-feira, os depósitos de combustível de um desses barcos de madeira tradicionais incendiaram-se a 80 quilómetros da cidade de Mbour, no sul, refere o comunicado. O incidente causou a morte de “mais de 10 jovens”, disse o presidente senegalês Macky Sall no Twitter, embora as notícias da imprensa local tenham referido um número de mortos de várias dezenas de pessoas. A Marinha do Senegal comunicou o resgate 51 pessoas, sem especificar o número original de pessoas a bordo do barco.

“O governo constatou o ressurgimento da emigração clandestina por mar”, indica o comunicado, acrescentando que as patrulhas resgataram 388 pessoas no mar apenas entre 7 de outubro e sexta-feira.

Africanos ocidentais tentam chegar às ilhas Canárias

Os africanos ocidentais desesperados para chegar à Europa têm optado cada vez mais por seguir a rota do Atlântico para as ilhas Canárias da Espanha nos últimos anos, à medida que as autoridades restringem as travessias da Líbia.

O arquipélago fica a mais de 100 quilómetros da costa de África no seu ponto mais próximo, mas a rota é perigosa.

Pelo menos 251 pessoas morreram tentando a travessia entre 1º de janeiro e 17 de setembro, de acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), em comparação com 210 vítimas fatais em todo o ano passado.

Na cidade de Saint-Louis, no norte do Senegal, várias famílias disseram à AFP que não tiveram notícias de 14 dos seus parentes que seguiam a bordo do barco que se incendiou na sexta-feira.

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