Senegal: Poluição e vento sazonal elevam toxicidade do ar criando doenças pulmonares

O ar quente e seco do Senegal transporta muitas partículas nocivas que estão a afetar a saúde dos cidadãos. Segundo as autoridades de saúde, a indústria está na origem deste problema.
De acordo com um artigo divulgado pela BBC, o Senegal está a travar uma guerra contra o ar tóxico que parece estar a aumentar os casos de asma e outras doenças respiratórias entre os seus habitantes.
O país, que em grande parte tem um clima quente e seco, regista níveis sete vezes e três vezes superiores, respetivamente, em duas medições da Organização Mundial de Saúde para níveis aceitáveis de partículas, segundo a BBC.
Essas partículas, que muitas vezes vêm do fumo dos veículos, podem entrar nos pulmões e penetrar na corrente sanguínea impedindo o crescimento dos pulmões em crianças, e segundo os investigadores, poderão estar relacionadas com o aparecimento de demência.
Estima-se que cerca de 7 milhões de pessoas por ano morram de exposição a partículas, de acordo com a BBC.
O número de pacientes na unidade respiratória do Hospital Infantil Albert Royer, em Dakar, na capital, tem vindo a crescer, disse à BBC, Idrissa Ba, médico há 15 anos. Ba acredita que este aumento se deve às partículas no ar do Senegal.
A BBC cita duas razões para a baixa qualidade do ar no Senegal. Uma é natural – um vento conhecido como o harmattan que sopra a poeira do deserto do Saara durante a estação seca. Outra é a poluição da indústria e dos automóveis, situação agravada pelo facto de muitos dos veículos no Senegal serem antigos e tenderem a expelir mais fumos.
Segundo Ba, “É verdade que temos um problema com a poluição dos carros, mas aqui as pessoas também queimam o seu lixo ao ar livre”, apontou.
A agravar, o combustível importado para o Senegal contém muito mais enxofre do que o combustível usado nos Estados Unidos ou na Europa.
Ba tem aconselhado os pais a serem vigilantes com a saúde dos seus filhos. “Sabemos que muitas crianças pequenas que têm asma, infecções, alergias, se não forem tratadas cedo, a sua capacidade pulmonar pode ser reduzida em 10 por cento”, informou o médico.





