África Subsaariana | Segurança

Senegal: Preparativos do referendo de 20 de março marcados por preocupações de segurança

A poucos dias do referendo marcado pelo Presidente Macky Sall (20 de Março de 2016), as autoridades senegalesas encontram-se em alerta máximo de prevenção para eventuais atentados terroristas.

Depois dos ataques em Bamako, Ouagoudogou e, no último fim de semana, no Grand Bassam (Costa do Marfim), todos reivindicados pela AQMI, as autoridades do Senegal revelam grande preocupação com as condições de segurança em que vai decorrer a corrida às urnas no próximo dia 20 de Março.

No portal da Al Jazira era referido a este propósito que “o ataque na Costa do Marfim era inevitável” referindo-se “às expansão do Estado Islâmico no Médio Oriente que provocaram o declínio da Al-Qaeda nessa região e fortaleceram a AQMI, na actualidade a mais bem sucedida filial de terror global”.

A reforma constitucional impulsionada por Macky Sall que prevê a redução do mandato presidencial, bem como o reforço dos poderes do parlamento e do Conselho Constitucional, prevê um fluxo massivo de eleitores às urnas, deixando as autoridades com responsabilidades no acompanhamento do processo eleitoral com o máximo de preocupação face a grandes conglomerados de pessoas.

Este novo impulso no processo democrático é percebido de forma negativa pelos radicais islâmicos para quem toda esta região se encontra condicionada à influencia ocidental.

Na Nigéria o Boko Haram, que jurou aliança ao Estado Islâmico, é também percepcionado como uma ameaça muito séria à estabilidade e segurança do Senegal

 

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