África Subsaariana | Crise

Sudão do Sul: Riek Machar retira a equipa de negociação

O governo de unidade do Sudão do Sul está em cheque após o ex-vice-presidente, Riek Machar, ter mandado regressar o seu negociador-chefe das conversações em curso com o Presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir.

Machar acusou Kiir de sabotar a implementação do acordo assinado em agosto passado na Etiópia, assente numa divisão administrativa de 10 novos estados, e não de 28  estados como pretende o atual governo.

Machar, que é o líder do Movimento de Libertação do Povo do Sudão, na oposição, pediu aos chefes de Estado da região e à comunidade internacional para pressionar o governo a cumprir o acordo.

Ambos os grupos deveriam formar um governo de unidade nacional de transição com um total de 30 ministérios, cabendo ao atual governo 16 ministérios, entre os quais: Finanças e Planeamento, Defesa, Informação, Segurança Nacional e Justiça e Assuntos Constitucionais.

O partido de Machar ficaria com 10 ministérios, incluindo: Petróleo, Interior, Trabalho, Mineração e Terras, Habitação e Desenvolvimento Urbano.

Os Ministérios dos Negócios Estrangeiros e dos Transportes foram atribuídos a um grupo de ex-presos políticos não alinhados com o governo do Sudão do Sul ou com os rebeldes. Outros partidos políticos do Sudão do Sul ficariam com dois ministérios.

Machar recusa-se a permitir que os seus partidários façam parte do futuro governo caso o acordo inicial seja desrespeitado, cabendo agora à equipa mediadora do conflito, liderada pelo antigo presidente do Botswana, Festus Mogae, encontrar uma solução que permita a elaboração de uma Constituição de consenso a partir da qual o governo de unidade nacional possa funcionar.

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