Sudão ameaça cessar cooperação na luta contra o terrorismo

O Ministério dos Negócios Estrangeiros reiterou a sua rejeição às condições americanas para normalizar as relações bilaterais e o presidente do Parlamento sudanês deu a entender que o país pode parar a cooperação antiterrorista com Washington.

Num evento privado em Cartum, o encarregado norte-americano de negócios para o Sudão, Jerry Lanier, lembrou que o seu país não iria retirar o Sudão da lista de Estados patrocinadores do terrorismo ou retirar as sanções económicas antes do fim dos conflitos armados na região de Darfur, Nilo azul e Kordofan do Sul.

“O governo não aceitou qualquer condição prévia e vai continuar com a sua rejeição de quaisquer condições que não levam em conta os interesses do Sudão”, disse o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Kamal Eddin Ismail, em reação às declarações do diplomata americano. Acrescentou ainda que a missão de um embaixador é o de melhorar os laços com o país de acolhimento e não para desafiar as suas autoridades.

Washington designou o Sudão como um Estado patrocinador do terrorismo em 1993 e impôs sanções económicas, comerciais e financeiras contra o país em outubro de 1997. Em maio de 2007, os Estados Unidos da América impuseram sanções económicas adicionais sobre o Sudão.

O presidente da Assembleia Nacional, Ahmed Ibrahim Omer, deu a entender que o Sudão pode suspender a cooperação anti terrorismo com Washington. Acrescentou que o Sudão está disposto a cooperar com qualquer país em questões de terrorismo, salientando que é uma questão de princípio.

“Se nós sentimos que (alguns) países não estão dispostos, são hostis ou monótonos e não cooperam com o Sudão, as autoridades competentes tomarão a decisão apropriada”, disse quando questionado se o Sudão iria parar a cooperação em matéria de terrorismo com Washington após a rejeição do levantamento das sanções.

Omer no entanto disse que a sua visita era um passo positivo na direção certa para alterar as relações bilaterais. Disse que foram discutidas as sanções, os conflitos armados e o terrorismo com alguns congressistas, destacando a mudança de posição dos congressistas que anteriormente recusaram encontrar-se com as autoridades sudanesas.

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