África Subsaariana

UNFPA quer consolidar liderança na demografia e saúde sexual e reprodutiva na África ocidental e central

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O Fundo das Nações Unidas para a População e Desenvolvimento, UNFPA, pretende promover e posicionar-se na África ocidental e central como agência líder nos domínios de demografia e direitos relacionados com a saúde sexual e reprodutiva.

Foi adotada uma estratégia de comunicação ambiciosa, para dar maior visibilidade aos três resultados transformadores: reduzir a mortalidade materna; acabar com as necessidades não satisfeitas no domínio da planificação familiar e erradicar a violência baseada no género e práticas nefastas contra mulheres e raparigas.

A ideia é investir cada vez mais nos meios de comunicação de massa com uma nova política de informação e sensibilização e reforçar a comunicação digital e a capacidade dos quadros da agência, de modo que cada um deles seja um agente viral de sensibilização.

Neste sentido, a internet é o meio que atualmente oferece diversas plataformas para a difusão de mensagens: sítios web, blogues, redes sociais e os Media tradicionais.

Por isso, técnicos e especialistas em comunicação do UNFPA dos 23 países da região estão a ser formados para criar e manter uma presença mediática atualizada e reforçar a sensibilização do público, nomeadamente através das iniciativas dos altos responsáveis, assim como através das atividades dos programas e resultados e realizações da agência.

Outra vertente é explorar ainda mais os Media digitais e sociais para amplificar as mensagens e aumentar a influência sobre os diferentes segmentos da população, particularmente a juventude.

Cerca de quarenta comunicadores de escritórios regional, países, – entre os quais Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial e São Tomé e Príncipe – e da sede participam no seminário de três dias, que decorre em Saly, Senegal, também para adquirirem competências sobre a nova plataforma de administração dos sítios web do UNFPA, que vai ser lançada oficialmente a nível regional.

Na abertura do retiro, o Coordenador Técnico Regional destacou que para alcançar os seus objetivos, o UNFPA deve utilizar a comunicação como “um dos pilares”.

«A vossa missão enquanto comunicadores desta região será a de responder às expectativas dos nossos parceiros, como dos beneficiários, informando também sobre os nossos resultados e desafios que enfrentamos», disse Justin Koffi, em representação do Diretor Regional.

«A região está em plena mutação com numerosas parcerias estabelecidas, de modo a fazer avançar a marcha do continente para um futuro para as mulheres, raparigas, jovens e toda a população do continente. Diferentes projetos e iniciativas estão atualmente a ser implementados na região. Todos esses esforços precisam de um trabalho de comunicação eficaz para terem resultados positivos», acrescentou.

Como ressaltou Selinde Dulckeit, Responsável do Departamento Media e Comunicação na sede do UNFPA em Nova Iorque, “comunicação não é apenas visibilidade. Significa também construir credibilidade”.

O Diretor Regional, num outro momento, juntou-se e interagiu com os seminaristas, partilhando as suas ideias no domínio comunicacional. Mabingue Ngome entende, por exemplo, que a próxima cimeira de Nairobi para Acelerar a Promessa de Cairo, deve ser também um “palco de diálogo” sobre as realidades dos nossos países.

Paralelamente, decorre em Bona, Alemanha, um treino sobre liderança para os novos chefes de agência. A finalidade é dar-lhes instrumentos para apoiar a posição estratégica e o engajamento catalisador do UNFPA no programa das Nações Unidas para o país, no contexto da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e o Reposicionamento das Nações Unidas na execução da referida Agenda.

A Representante Assistente do UNFPA em São Tomé e Príncipe, Victória d’Alva, participa no ateliê de três dias.

De notar que estas iniciativas têm lugar no ano em que a agência celebra 50 anos de existência. Iniciou as suas atividades em 1969, como primeiro organismo das Nações Unidas que lida com o crescimento demográfico e as necessidades relacionadas com a saúde reprodutiva. É igualmente o ano, em que se assinala os 25 anos da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento de Cairo.

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