África Subsaariana | Segurança

Zimbábue: Exército diz que soldados “falsos” estão por trás de espancamentos

O Exército do Zimbábue declarou na quinta-feira que os soldados acusados de espancar moradores em municípios no contexto dos protestos pelos aumentos nos preços dos combustíveis foram impostores que mancharam o nome dos militares.

As forças de segurança têm vindo a reprimir as manifestações violentas que surgiram na semana passada depois de o presidente Emmerson Mnangagwa ter anunciado um aumento acentuado no preço do combustível.

Grupos de defesa dos direitos humanos dizem que dezenas de pessoas morreram nos distúrbios, embora a polícia tenha colocado o número em três.

Semelhante às táticas usadas durante os 37 anos de governo de Robert Mugabe, os soldados foram acusados de ataques noturnos e espancamento de moradores e ativistas nos distritos.

O porta-voz do Exército Nacional do Zimbábue, Alphios Makotore, disse que os envolvidos não são soldados de boa-fé. “O Exército Nacional do Zimbábue observou com preocupação as alegações de má conduta e atos de violência cometidos por pessoas que pretendem ser membros da organização”, referiu. “As ações desses elementos falsos subsequentemente prejudicaram a imagem da organização”, acrescentou na sua declaração, pedindo aos moradores que denunciem violações à polícia militar.

Mnangagwa, que substituiu Mugabe depois de um golpe de estado em novembro de 2017 e prometeu acabar com a sua política de braço forte, prometeu nesta semana investigar as ações dos serviços de segurança contra os manifestantes.

O chefe de Estado pediu o diálogo com as igrejas, a sociedade civil e a oposição.

A Comissão de Direitos Humanos do Zimbábue acusou as forças de segurança de tortura sistemática. A oposição afirma que teme que os soldados sejam capazes de atirar a matar sem serem responsabilizados, depois de uma investigação oficial ter concluido que o Exército matou civis para reprimir a violência pós-eleição em agosto passado.

Com a inflação no seu nível mais alto desde 2008 e uma escassez de dinheiro em circulação, erodindo o poder de compra, o estado frágil da economia está no centro dos problemas políticos do país.

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