África Subsaariana

Zimbabué: Mugabe regressa a Harare depois de um mês no oriente

As longas ferias do presidente do Zimbabué, Robert Mugabe, que chegou este fim de semana a Harare, depois de uma viajem de cerca de um mês ao oriente, levou o país a um impasse com o Governo a culpar a ausência do líder pelo atraso no pagamento dos subsídios de 2015 aos funcionários públicos.

O ministro Prisca Mupfumira afirmou recentemente aos trabalhadores públicos que a posição dos subsidios seria clarificada quando o presidente Mugabe regressasse.

Os subsídios estão em atraso desde Novembro de 2015, mas o governo alega não ter dinheiro enviar o 13º pagamento aos trabalhadores. No passado mês de Dezembro, os salários atrasaram cerca de duas semanas.

Mugabe e a família, deixaram o Zimbabué uns dias antes do Natal e o seu regresso é esperado a toda a hora. O Chefe de Estado tem sido representado pelos seus dois vice-presidentes, no entanto não têm autorização para presidir a reuniões de gabinete.

Normalmente a maioria dos ministros tem férias durante Janeiro, altura em que Mugabe, com quase 92 anos, faz uma pausa de um mês, habitualmente em países estrangeiros. Contudo, a mais recente saída de Mugabe levantou sérias críticas, pois o país enfrenta a maior seca da sua história e não pode suportar as despesas das férias do presidente.

Analistas alertam para a urgência em pagar os subsídios de 2015, encontrar estratégias para mobilizar ajuda alimentar para enfrentar a seca severa que assola o país e adquirir medicamentos que estão em falta nos hospitais públicos.

A agravar a situação, a agricultura no Ziambabué enfraqueceu consideravelmente com o programa de reformas controvérsias impostas por Mugabe, que provocou o colapso da agro-economia.

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