África Subsaariana

Zimbabwe: Chiwenga internado em estado grave na África do Sul

O vice-presidente do Zimbabwe, Constantino Chiwenga, foi levado de helicóptero para um hospital sul-africano devido aos seus problemas de saúde, informa o ZimLive.

O ex-comandante do Exército, que faz 63 anos no mês que vem, não é visto publicamente há mais de um mês, parte do tempo foi passado na Índia, sendo tratado, ao que os seus apoiantes dizem ser uma doença no fígado, alegadamente provocada, segundo acreditam,  por envenenamento através de água potável entregue em sua casa.

Duas fontes do governo disseram que Chiwenga voou para a África do Sul no dia 23 de junho, no mês passado, onde tem estado em estado crítico.

“Ele está numa grande luta pela vida, na sua hora mais sombria”, disse uma fonte, recusando-se a revelar o nome do hospital citando riscos de segurança.

Na anterior hospitalização de Chiwenga na África do Sul, os manifestantes cercaram um hospital da Cidade do Cabo exigindo que ele voltasse para casa para ser tratado no Zimbabwe.

Chiwenga tinha ameaçado, nas semanas anteriores, demitir médicos e enfermeiras que fizeram greve em protesto contra os salários baixos e falta de equipamento médico básico e artigos diversos.

O vice-presidente voou para a Índia a 18 de maio e regressou ao Zimbabwe a 9 de junho.

Segundo várias fontes, após o seu regresso, ordenou que fosse feito um furo para extração de água em sua casa, em Borrowdale, que, por causa de sua localização no topo da colina, tem baixa pressão de água.

Anteriormente, era fornecida água para encher os depósitos na casa do governante e a água para consumo era entregue engarrafada.

“Ele disse às pessoas mais próximas que acredita ter sido envenenado através de água entregue em sua casa. Ele queria um poço feito muito rapidamente. Foi um trabalho hercúleo, mas eles encontraram água a uma profundidade de 220 metros”, disse a fonte.

Após idas anteriores ao hospital, Chiwenga apareceu na televisão estatal, quer chegando ao aeroporto, ou colocado na frente de câmaras para dissipar relatos de problemas de saúde.

Fontes dizem que há uma boa razão pela qual Chiwenga evitou aparições públicas após o seu recente e longo tratamento na Índia. “Ele está irreconhecível”, disse um funcionário.

Os zimbabweanos reagiram com surpresa no dia 18 de junho quando, partindo para Moçambique, Mnangagwa nomeou Chiwenga como presidente interino, mesmo apesar de o vice-presidente estava seriamente doente.

Chiwenga não compareceu no aeroporto para ver Mnangagwa partir, um velho ritual da Zanu PF. Em vez disso, o ministro da Defesa, Oppah Muchinguri, foi o presidente interino de fato, com o outro vice-presidente Kembo Mohadi, também fora do país na época, para tratamento para uma doença não revelada.

Chiwenga também não esteve no aeroporto quando Mnangagwa regressou em 20 de junho, tendo sido substituído por Muchinguri, o membro mais graduado do governo.

O vice-presidente liderou um golpe militar que derrubou o ex-presidente Robert Mugabe em novembro de 2017 e foi fundamental na colocação de Mnangagwa como presidente, mas os dois homens teriam se desentendido, criando duas fações no partido do governo, Zanu PF.

Mantendo laços estreitos com os militares poderosos, Chiwenga manteve-se em jogo para desafiar Mnangagwa n a presidência, mas a falta de saúde tornou-se no seu maior adversário.

Na ausência médica de Chiwenga, Mnangagwa afastou os apoiantes do seu rival, inclusive nas forças armadas, enquanto consolida o seu poder.

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