Zimbabwe deve recrutar novos professores para o lugar dos docentes em greve

O governo do Zimbabwe anunciou no domingo que vai preencher as falhas de pessoal nas escolas públicas recrutando novos professores, enquanto regista as avaliações diárias da assiduidade dos docentes durante a greve.

A maioria dos professores em greve não se apresenta ao serviço desde que as escolas abriram para os exames públicos em 28 de setembro, exigindo uma revisão dos seus salários.

O Secretário da Comissão de Serviços Públicos, Ambassador Jonathan Wutawunashe, exortou os professores a voltarem ao trabalho, uma vez que as negociações salariais estão em andamento no National Joint Negotiating Council.

“As negociações não serão apenas para os professores, mas para todo o setor do serviço público. Os outros funcionários públicos têm comparecido ao trabalho, por isso é importante que os sindicatos de professores digam aos seus membros para trabalharem até à finalização das negociações”, defendeu Wutawunashe.

Nesse âmbito, o diretor de comunicação e defesa do Ministério da Educação Primária e Secundária, Taungana Ndoro, informou que o governo avaliará as falhas de pessoal e determinará as áreas onde são necessários educadores adicionais para cobrir as vagas deixadas por aqueles que não se apresentam ao serviço.

Regulamentos de segurança garantidos

“Procuramos preencher lacunas em termos de recursos humanos para que as regulamentações como o distanciamento social sejam devidamente implementadas. No entanto, em termos de preparação, as escolas estão prontas para abrir na segunda-feira”, declarou Ndoro à imprensa.

O ministro da Educação Primária e Secundária, Cain Mathema, garantiu que as escolas serão equipadas com os equipamentos de proteção individual necessários e que a segurança dos alunos, professores e equipa de apoio está garantida.

Os professores, exigem o pagamento dos salários em dólares americanos em vez de dólares do Zimbabwe, a um nível de 520 USD mensais para o vencimento mais baixo.

O governo está atualmente a pagar aos seus trabalhadores em moeda local depois de o país, em junho do ano passado, ter colocado um fim ao uso do dólar americano que estava em vigor desde 2009 e reintroduziu o dólar do Zimbabwe.

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